Viagem ao centro da Terra

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(parte elaborada pelo alunos do 7° ano manhã – Professora Nathália)

Um jovem e seu tio resolvem viajar ao centro da Terra.

Eles vão até a cratera de um vulcão na Islândia, que acreditam ser a porta de entrada para o interior do planeta.
Na incrível aventura, encontram um mundo subterrâneo cheio de surpresas que vão de oceanos a dinossauros.

Mas o filme não passa apenas de uma história de ficção.

Essa história vem do  livro Viagem ao centro da Terra, do francês Julio Verne, por mais que seja uma história de ficção podemos aprender um pouco da descrição das rochas e os relatos sobre a Teoria de Deriva Continental, e sobre os locais que ocorrem abalos sísmicos.

Até hoje, quase 150 anos depois do lançamento do livro, ir ao interior do planeta é impossível para o homem e, ainda que a viagem se tornasse real, o que encontraríamos seria bem diferente.

A Terra é dividida em três partes principais: núcleo, manto e crosta. O núcleo é formado por ferro e níquel, metais que aparecem em estado sólido na parte mais interior e líquido na camada externa. Ao todo, o núcleo tem cerca de 7 mil quilômetros de diâmetro e corresponde a um terço da massa total do planeta.

“A segunda camada, que fica entre o núcleo e a crosta, é chamada de manto. Ela tem 2,9 mil quilômetros de espessura e é composta principalmente de silicato de magnésio e ferro”,  Ao contrário do que muita gente pensa, o manto é sólido, e não líquido. “Em alguns locais, quando ocorre uma diminuição da pressão ou um aumento de temperatura – durante um terremoto, por exemplo –, uma pequena porção do manto pode se fundir, dando origem à lava dos vulcões.

Por fim, a última camada é a crosta terrestre, onde nós vivemos. A espessura da crosta varia entre cinco quilômetros, no fundo dos oceanos, até mais de 80 quilômetros, nos continentes. É nessa camada que se encontram rochas como granito e basalto.

fonte: Artigo cientifico –  geólogo Roberto Cunha, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
Investigação subterrânea.

Mas como podemos saber o que realmente há em todas essas camadas do planeta, se é impossível chegar até o interior da Terra?

Alguns aparelhos especiais tentam perfurar a crosta terrestre para alcançar camadas mais profundas e retirar amostras para análise. A perfuração mais profunda foi feita na Península de Kola, na antiga União Soviética, nos anos 1970, e atingiu cerca de 12 quilômetros, mas o projeto foi encerrado. Hoje, o navio japonês Chikyu está perfurando o fundo do Oceano Pacífico, perto da Nova Zelândia.

Perfurar a crosta terrestre é um projeto caro e trabalhoso, mas existem outras formas de descobrir os materiais que formam a Terra. Quando ocorre um terremoto, as ondas de choque – também chamadas ondas sísmicas – atravessam todo o planeta, sendo detectadas por uma rede de sismógrafos espalhadas pelo mundo. (como no filme, eram os sinais que apareciam na tela do computador). A velocidade dessas ondas varia com o tipo de material que elas atravessam. Então, o atraso na velocidade de cada onda dá pistas sobre o material que foi atravessado.

Além de ficar de olho nos terremotos, os cientistas usam simulações em computador para investigar o centro da Terra. As simulações são importantes porque tentam representar as condições do interior do planeta, que são inacessíveis para nós. Para fazer essas simulações, os pesquisadores usam os dados das ondas sísmicas, do calor que emana da Terra e das lavas que são trazidas até a superfície pelos vulcões, entre outras informações fornecida através de investigações geológicas.

fonte: Revista ciência hoje/ adaptado pelos alunos do 6° ano manhã)

Quer assistir o desenho que conta essa história- CLIQUE AQUI

vct

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